Segurança e custódia de ativos digitais
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O que acontece com o seu ativo entre o fechamento e a liquidação

Você fechou o preço, enviou o Pix e está esperando o ativo chegar na carteira. Esse intervalo — entre o acordo e a confirmação na blockchain — é o momento em que mais dúvidas surgem e onde mais erros acontecem. O que exatamente está acontecendo com o seu ativo durante esse período?

A resposta varia enormemente dependendo de onde você está operando. E entender essa diferença é fundamental para qualquer empresa que usa cripto como instrumento financeiro recorrente.

"O ativo está em algum lugar entre o fechamento e sua carteira. A pergunta é: em qual lugar, sob custódia de quem, e com quais garantias?"

Os três modelos de custódia durante a liquidação

Existem basicamente três formas como uma OTC pode gerir o ativo entre o fechamento da operação e a transferência para o cliente:

Modelo A
Custódia própria segregada A OTC mantém ativos de clientes em carteiras separadas dos seus próprios ativos. Após a confirmação do pagamento, o ativo é transferido diretamente da carteira de clientes para a sua. É o modelo mais seguro — e o exigido por regulação.
Modelo B
Carteira operacional compartilhada O ativo comprado fica numa carteira que mistura fundos próprios da OTC com fundos de clientes. A sua transferência acontece quando a OTC decide processar — não necessariamente quando você pagou.
Modelo C
Sem pré-alocação A OTC não tem o ativo em carteira no momento do fechamento. Após receber seu Pix, ela vai ao mercado comprar o ativo para então te transferir. O risco de execução é inteiramente dela — mas o tempo de espera é seu.
Risco crítico

Nos Modelos B e C, se a OTC tiver problemas financeiros durante o intervalo de liquidação, seu ativo pode estar comprometido. Isso não é hipotético — já aconteceu com plataformas no Brasil e no exterior.

O que acontece em cada etapa na SuitCoin

Na SuitCoin, o processo segue o Modelo A com uma camada adicional de transparência:

Segurança e custódia digital
Segregação de ativos: fundos de clientes nunca se misturam com o capital operacional da SuitCoin.

Antes do fechamento: o ativo já está pré-alocado em carteira de clientes segregada. A SuitCoin não fecha operações que não pode liquidar imediatamente — não existe fila de compra posterior ao seu Pix.

Na confirmação do Pix: a transferência é iniciada automaticamente. Não existe etapa de "aprovação interna" entre a confirmação do pagamento e o envio do ativo.

Durante a confirmação na blockchain: o ativo já está na transação de saída. O tempo de confirmação é da rede — para USDT em Tron, geralmente minutos; para BTC, pode ser mais lento dependendo das taxas de rede. Esse tempo é informado antes do fechamento.

Garantia operacional

Você pode rastrear sua transação na blockchain em tempo real desde o momento em que o Pix é confirmado. O hash da transação é enviado automaticamente.

Por que segregação não é opcional para uma SPSAV regulada

A Resolução Conjunta nº 13/2024 do Banco Central do Brasil estabelece que SPSAVs devem manter separação clara entre ativos próprios e ativos de clientes. Isso não é recomendação — é obrigação legal para qualquer empresa em processo de autorização como SPSAV.

Na prática, significa que a SuitCoin não pode usar o seu ativo como capital de giro, como colateral em operações próprias ou como lastro para qualquer atividade que não seja a liquidação da sua operação. Essa restrição elimina o conflito de interesses que existe em plataformas não reguladas.

O que perguntar para qualquer OTC antes de operar

Uma OTC que responde essas perguntas com clareza e documentação está operando no nível certo. Uma que evita ou generaliza está te dizendo o suficiente para você decidir.

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Rica Morais
Rica Morais Chief Operating Officer · SuitCoin

Economista pela Unicamp, é COO da SuitCoin desde a fundação — incluindo o processo de licenciamento como SPSAV junto ao Banco Central. Professor na FIA e mentor de startups. Escreve sobre o que efetivamente importa para quem toma decisões financeiras usando cripto.