Documentação e compliance para onboarding
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KYC e KYB para empresas: o que pedimos, por que pedimos e o que acontece se não fizermos

Toda vez que um novo cliente chega até a SuitCoin querendo operar, a primeira coisa que fazemos é pedir documentos. E toda vez, sem exceção, surge alguma variação da mesma pergunta: "precisa mesmo de tudo isso?".

Precisa. E não porque gostamos de burocracia — mas porque operar sem KYC e KYB adequados cria risco jurídico real para a SuitCoin, para o cliente e para a integridade do sistema financeiro. Vou explicar o que pedimos, por que pedimos e o que acontece se não fizermos.

"KYC e KYB não são obstáculos ao negócio. São a evidência de que o negócio está sendo feito da forma certa."

A diferença entre KYC e KYB

KYC — Know Your Customer é o processo de identificação e verificação de pessoas físicas. No contexto de uma empresa cliente, são os sócios, administradores e beneficiários finais — as pessoas reais por trás da pessoa jurídica.

KYB — Know Your Business é o processo equivalente para a empresa em si: estrutura societária, objeto social, porte, atividade real, origem dos recursos e histórico operacional.

Os dois processos são complementares — e os dois são exigidos pela regulação brasileira para SPSAVs.

O que pedimos no onboarding da SuitCoin

Documentação e compliance empresarial
O onboarding bem feito é trabalhoso uma vez — e poupa fricção em todas as operações seguintes.
Documentação KYB — Pessoa Jurídica
Contrato social ou estatuto consolidado com última alteração
Cartão CNPJ atualizado
Comprovante de endereço da empresa (conta de serviço ou extrato bancário)
Declaração de beneficiário final (quem controla a empresa, direta ou indiretamente)
Declaração de origem lícita dos recursos
Faturamento médio e natureza das operações pretendidas
Documentação KYC — Sócios e Administradores
Documento de identidade com foto (RG ou CNH) de cada sócio com participação relevante e dos administradores com poderes de movimentação
CPF e comprovante de residência
Verificação de listas restritivas (OFAC, ONU, PEP, COAF)

O que acontece se não fizermos esse processo

Existem três consequências concretas para uma OTC que opera sem KYC/KYB adequado:

Risco regulatório: a RC 13/2024 exige programa de PLD/FT com identificação e verificação de clientes. Operar sem esse processo coloca a empresa em situação irregular perante o BACEN, com risco de cassação da autorização.

Risco criminal: facilitar, mesmo que involuntariamente, a lavagem de dinheiro ou o financiamento ao terrorismo através de operações sem identificação adequada pode configurar crime na legislação brasileira — com responsabilização dos administradores.

Risco reputacional: ter o nome associado a clientes que usam cripto para fins ilícitos é dano irreversível para qualquer plataforma que opere no mercado institucional.

Perspectiva do cliente

Uma OTC que aceita operar sem KYC e KYB não está sendo conveniente — está sendo descuidada. E o descuido de uma plataforma com suas obrigações regulatórias é risco compartilhado com quem opera nela.

Quanto tempo leva e o que facilita o processo

O onboarding completo na SuitCoin leva entre 24 e 72 horas quando a documentação está em ordem. O que mais atrasa:

Para empresas com estrutura societária simples e documentação em dia, o processo é rápido. Para holdingscom múltiplas camadas societárias ou sócios no exterior, pode levar alguns dias a mais — e vale avisar antes de iniciar.

O retorno do processo

O KYC/KYB completo é feito uma vez. Depois, cada operação é mais rápida porque o perfil já está estabelecido. É um investimento de tempo no início que se amortiza em todas as operações seguintes.

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Rica Morais
Rica Morais Chief Operating Officer · SuitCoin

Economista pela Unicamp, é COO da SuitCoin desde a fundação — incluindo o processo de licenciamento como SPSAV junto ao Banco Central. Professor na FIA e mentor de startups. Escreve sobre o que efetivamente importa para quem toma decisões financeiras usando cripto.